Câmeras do ‘Vigia Mais MT’ sofrem com falta de manutenção em Alto Taquari
Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasil
O que deveria ser um reforço estratégico para a segurança pública de Alto Taquari tornou-se motivo de frustração para os moradores. Após um longo hiato entre a chegada dos equipamentos e a efetiva instalação, o sistema de videomonitoramento do programa estadual Vigia Mais MT agora enfrenta o descaso da manutenção preventiva e corretiva por parte da gestão municipal.
O Longo Caminho até a Instalação
A história do projeto no município começou em 2023, quando 33 câmeras foram destinadas à cidade. A iniciativa partiu de uma indicação do vereador Arquimedes Junior David Silva Campos (PSDB), visando integrar Alto Taquari à rede de vigilância tecnológica que conecta municípios de Mato Grosso ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).
No entanto, os equipamentos permaneceram guardados por quase dois anos. Foi apenas em meados de 2025, após intensa pressão popular e cobranças na Câmara Municipal, que a Prefeitura finalmente realizou a instalação em pontos estratégicos da cidade, como entradas, saídas e áreas de maior fluxo comercial.
Falhas Elétricas e Abandono
Apesar da instalação tardia, o benefício para a população está sendo limitado. Relatos indicam que diversas câmeras apresentam falhas constantes ou estão fora de operação. O principal motivo seria a omissão da Prefeitura na manutenção dos aparelhos.
O sistema é sensível a oscilações na rede elétrica:
Quedas de energia: Frequentes na região, têm causado a queima de componentes.
Falhas elétricas locais: Sem estabilizadores adequados ou reparos ágeis, os pontos de monitoramento tornam-se "enfeites" nos postes.
Prejuízo à Segurança: Com câmeras inoperantes, o objetivo principal de coibir crimes e auxiliar na identificação de infratores fica comprometido, deixando lacunas na vigilância da Polícia Militar e Civil.
O Que Diz a População
Para os moradores, a sensação é de desperdício de dinheiro público. "Nós cobramos a instalação porque a criminalidade não espera. Agora que as câmeras estão lá, descobrimos que muitas não funcionam quando mais precisamos", afirma um comerciante que preferiu não se identificar.
A intenção original do projeto é criar um cerco inteligente, permitindo que as forças de segurança ajam com rapidez. Sem a devida manutenção da Prefeitura Municipal, o investimento do Estado corre o risco de se perder precocemente por danos técnicos evitáveis.

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