Hipertensão: silenciosa e hereditária, doença pede mudança de hábitos
| Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo |
O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão
Arterial, lembrado na última semana de abril, dia 26, alerta para uma doença
silenciosa e que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta não
apenas pessoas adultas ou idosas, já que cada vez mais adolescentes e mesmo
crianças têm apresentado alterações na pressão arterial.
O Ministério da Saúde define a hipertensão arterial,
popularmente conhecida como pressão alta, como uma doença crônica caracterizada
pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias.
“A pressão alta faz com que o coração tenha que exercer um
esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído
corretamente no corpo”, detalhou a pasta, ao citar a hipertensão arterial como
um dos principais fatores de risco para acidente vascular cerebral, enfarte,
aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca.
Ainda segundo a pasta, a hipertensão arterial é herdada dos
pais em 90% dos casos, mas há diversos fatores que influenciam nos níveis de
pressão arterial de cada indivíduo, incluindo:
- tabagismo;
- consumo
de bebidas alcoólicas;
- obesidade;
- estresse;
- elevado
consumo de sal;
- níveis
altos de colesterol;
- sedentarismo.
12 por 8
Em setembro do ano passado, uma nova diretriz brasileira de
manejo da pressão arterial passou a considerar a aferição 12 por 8 não
mais como pressão normal, mas como indicador de pré-hipertensão.
O documento foi elaborado pela Sociedade Brasileira de
Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade
Brasileira de Hipertensão.
De acordo com a diretriz, a reclassificação tem como
objetivo identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções
mais proativas e não medicamentosas no intuito de prevenir a progressão do
quadro de hipertensão dos pacientes.
Para que a aferição seja considerada pressão normal,
portanto, ela precisa ser inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a
14 por 9 permanecem sendo considerados quadros de hipertensão em estágios 1, 2
e 3, a depender da aferição feita pelo profissional de saúde em consultório.
Sintomas
Os sintomas da hipertensão arterial costumam aparecer
somente quando a pressão sobe muito, quadro que pode gerar dores no peito, dor
de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento
nasal.
Diagnóstico
Medir a pressão regularmente, segundo o ministério, é a
única maneira de diagnosticar a hipertensão arterial. A orientação é que
pessoas acima de 20 anos meçam a pressão ao menos uma vez por ano.
“Se houver casos de pessoas com pressão alta na família,
deve-se medir no mínimo duas vezes por ano”.
Tratamento
A pressão alta, de acordo com a pasta, não tem cura, mas tem
tratamento e pode ser controlada.
“Somente o médico poderá determinar o melhor método para
cada paciente”.
O Sistema Único de Saúde (SUS) fornece medicamentos
indicados para o tratamento da hipertensão arterial, por meio de unidades
básicas de saúde (UBS) e do programa Farmácia Popular. Para retirar os
remédios, basta apresentar:
- documento
de identidade com foto;
- CPF;
- receita
médica dentro do prazo de validade, de 120 dias. A receita pode ser
emitida tanto por um profissional do SUS quanto por um médico que atende
em hospitais ou clínicas privadas.
Prevenção
Além do uso de medicamentos, o ministério classifica como
imprescindível a adoção de um estilo de vida saudável, incluindo:
- manter
o peso adequado, se necessário, mudando hábitos alimentares;
- não
abusar do sal, utilizando outros temperos que ressaltam o sabor dos
alimentos;
- praticar
atividade física regular;
- aproveitar
momentos de lazer;
- abandonar
o fumo;
- moderar
o consumo de álcool;
- evitar
alimentos gordurosos;
- controlar
o diabetes.


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