Tragédia na saúde e crise política marcam sessão desta segunda-feira em Alto Taquari
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| Foto: Geovane Timóteo |
A sessão ordinária realizada nesta segunda-feira (15) na Câmara Municipal foi marcada por fortes cobranças e desdobramentos políticos em torno da gestão da saúde pública e da infraestrutura local. Um dos parlamentares da Casa subiu à tribuna para denunciar um caso de suposta negligência médica envolvendo uma gestante no hospital municipal, que resultou na morte de um recém-nascido. Informações de bastidores indicam que a médica responsável pelo atendimento já foi desligada do quadro de colaboradores da unidade.
Relato de negligência e falta
de assistência
Segundo a denúncia apresentada
pelo vereador, a gestante procurou o hospital municipal em trabalho de parto na
véspera de um feriado recente, mas foi mandada de volta para casa. Ao retornar
dois dias depois com quase 8 centímetros de dilatação, o quadro havia se
agravado, exigindo uma transferência às pressas para Rondonópolis.
Infelizmente, o bebê não sobreviveu.
"E daí, foi negligência? Foi
falta de conhecimento?", questionou o parlamentar em plenário. O vereador
também apontou a falta de suporte para os familiares após o ocorrido.
"Alguém mandou uma assistente social, uma psicóloga lá atender essa
família? O hospital não tem assistência social. Isso é uma brincadeira que está
acontecendo no nosso município", desabafou.
De acordo com informações não
oficiais que circularam após a sessão, a médica que realizou o primeiro
atendimento à gestante não faz mais parte do quadro de funcionários do Hospital
Municipal. A prefeitura e a direção do hospital, no entanto, ainda não emitiram
uma nota oficial confirmando o motivo do desligamento ou sobre o caso.
Estrutura estagnada e críticas
à infraestrutura
O parlamentar argumentou que,
apesar do aumento de recursos ao longo dos anos, a infraestrutura do hospital
de Alto Taquari permanece praticamente a mesma de duas décadas atrás. Ele
relembrou que, no passado, com um orçamento muito menor, o município chegou a
contar com UTI neonatal e cerca de seis a sete especialidades médicas.
Além da crise na saúde, o
vereador usou o grande expediente para cobrar melhorias básicas na manutenção
urbana, citando o drama de moradores que convivem com valetas e água de esgoto
na porta de casa em bairros como o Gabriela. "Um governo que não dá conta
de arrumar uma valeta com água suja... O que se pode esperar?", criticou.
Mudança de votos e recado à
população
O clima político na Casa de Leis
também esquentou quando o vereador questionou a postura de seus colegas em
votações recentes. Segundo ele, um projeto que havia sido aprovado inicialmente
por 7 votos a 1 acabou sendo rejeitado por 5 votos a 4 após a manutenção de um
veto, menos de um mês depois, o que classificou como "estranho".
Ao encerrar seu pronunciamento, o
legislador eximiu a oposição de responsabilidade pela atual situação e pediu
que os cidadãos saibam a quem direcionar as cobranças. Ele enfatizou que a
população não deve cobrar daqueles que estão cumprindo o papel de fiscalizar,
mas sim de quem dá sustentação política à atual gestão. "Eu estou fazendo
o meu papel, e o povo não é bobo. As ruas cobram todos os dias", concluiu,
assegurando que manterá a postura fiscalizadora até o fim de seu mandato.
Nota da redação:



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