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Alto Taquari registra queda nos casos de arboviroses, mas saúde reforça alerta para o engajamento da população

Foto: Aparecido Marden

Os números do primeiro semestre de 2026 apontam uma retração importante nos registros de dengue e chikungunya em Alto Taquari na comparação com o mesmo período do ano anterior. Contudo, as autoridades sanitárias do município destacam que o cenário de queda — longe de significar o fim do risco — exige vigilância redobrada e a participação ativa dos moradores na eliminação de criadouros do Aedes aegypti.

De acordo com o Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, o município somou 22 casos suspeitos de dengue entre janeiro e junho de 2026. No mesmo intervalo de 2025, o cenário era bem mais alarmante, com 127 casos prováveis da doença.

O panorama da chikungunya segue a mesma tendência de recuo expressivo. Nos primeiros seis meses deste ano, foi contabilizado apenas 1 caso provável. Em contrapartida, o primeiro semestre de 2025 registrou 69 ocorrências prováveis da arbovirose no território municipal.

Avanço na estatística não elimina o vetor

Especialistas em saúde pública lembram que a flutuação nos índices epidemiológicos costuma estar associada a fatores climáticos e à imunidade de rebanho temporária, o que torna a calmaria atual um momento crítico para a prevenção. Cerca de 80% dos focos do mosquito transmissor continuam concentrados dentro das residências, em recipientes comuns do dia a dia, como pratos de vasos de plantas, calhas entupidas, reservatórios de água mal vedados e materiais inservíveis acumulados em quintais.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que as equipes de endemias seguem com o trabalho de visitas domiciliares, aplicação de larvicidas e orientações técnicas. No entanto, o controle efetivo do vetor é inviável sem a colaboração cotidiana da comunidade.

A orientação é simples, mas determinante: destinar dez minutos semanais para vistoriar a residência, eliminando qualquer ponto de água parada. A participação de cada cidadão é a principal barreira para evitar que os números voltem a subir e que novas epidemias voltem a sobrecarregar o sistema de saúde local.



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