Caso confirmado de sarampo acende alerta sobre cobertura vacinal
| Da Redação com Notícias ao Minuto Foto:© iStock |
A confirmação de um caso de sarampo em uma bebê de 6 meses, na última semana em São Paulo, reacendeu o debate sobre as lacunas na cobertura vacinal no Brasil. Por ser muito jovem, a criança ainda não tinha idade para receber a primeira dose da vacina tríplice viral, que o calendário do SUS prevê apenas aos 12 meses.
O episódio ilustra um risco real: quando a população ao redor não está devidamente vacinada, os mais vulneráveis — como bebês e imunossuprimidos — ficam expostos.
O perigo dos casos importados
A bebê contraiu a doença durante uma viagem à Bolívia, país que enfrenta um surto desde 2024. Segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacina é a única barreira capaz de impedir que casos vindos de fora se transformem em surtos internos.
"A vacina do sarampo impede a infecção e a transmissão com alta efetividade. Ela evita que a pessoa seja um portador e transmissor do vírus", explica Kfouri.
Cobertura vacinal em queda
Os números do último ano mostram uma realidade preocupante no Brasil:
Primeira dose: 92,5% de adesão.
Esquema completo (segunda dose): Apenas 77,9% das crianças finalizaram a imunização na idade correta.
Essa brecha coloca em xeque o certificado de "área livre da doença", concedido ao Brasil pela OPAS em 2024. O país já havia conquistado esse título em 2016, mas o perdeu em 2019 após surtos iniciados justamente por casos importados.
Muito além de uma "doença de criança"
O sarampo é extremamente contagioso e pode ser fatal. Nas Américas, os números de 2026 já assustam: em apenas dois meses, o continente registrou quase metade do total de casos de todo o ano passado.
Principais riscos e sintomas:
Sintomas: Febre alta, manchas vermelhas (exantema), tosse, coriza e irritação nos olhos.
Complicações: Pneumonia e encefalite (inflamação no cérebro).
Efeito Secundário: O vírus causa uma supressão do sistema imunológico por até seis meses, deixando o corpo vulnerável a outras doenças graves.
Quem deve se vacinar?
Se você não tem o comprovante de vacinação, procure um posto de saúde:
De 5 a 29 anos: Duas doses (intervalo de 30 dias).
De 30 a 59 anos: Dose única.
Restrições: Gestantes e pessoas imunocomprometidas não devem tomar a vacina.


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