Acadêmicos de Alto Taquari lutam contra mensalidade de R$ 400 por transporte próprio
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| Foto reprodução Internet /Pref.Canaa |
O início do semestre letivo, que deveria ser motivo de entusiasmo para dezenas de jovens de Alto Taquari, tornou-se uma fonte de ansiedade financeira. A Associação de Acadêmicos do município está em pé de guerra com o Poder Público para garantir que o sonho do diploma não seja interrompido pelo alto custo do transporte.
Mesmo com um aumento expressivo no número de alunos este ano — agora são 84 estudantes dependentes do trajeto diário — o repasse oferecido pela gestão da Prefeita Marilda Sperandio sofreu uma redução drástica em comparação ao ano anterior.
A conta que não fecha
No ano passado, a Prefeitura destinou R$ 55.000,00 para auxiliar no transporte. Este ano, apesar da inflação e do aumento da demanda, o valor proposto caiu para apenas R$ 32.000,00.
Com o custo total do serviço (ônibus e van) fechado em R$ 64.000,00 após negociações intensas da diretoria da associação, o deficit deixado pelo Executivo recai diretamente no bolso do estudante:
* Custo total do transporte: R$ 64.000,00
* Apoio da Prefeitura: R$ 32.000,00
* Saldo para os alunos: R$ 32.000,00
* Mensalidade estimada por aluno: R$ 400,00
"Pagar R$ 400,00 apenas de transporte, sem contar mensalidade da faculdade, livros e alimentação, é inviável para muitas famílias de Alto Taquari", desabafa um dos estudantes que preferiu não se identificar.
Portas fechadas na Prefeitura
Na última semana, representantes da Associação tentaram uma audiência com a prefeita para renegociar o valor do repasse, mas não foram recebidos. O grupo alega que, enquanto investimentos em eventos e áreas menos essenciais seguem o cronograma, a educação superior — que traz desenvolvimento técnico e intelectual para a cidade — parece ter ficado em segundo plano nas prioridades orçamentárias.
Uma nova tentativa de reunião está prevista para a próxima segunda-feira. A diretoria da associação convocou todos os acadêmicos interessados a comparecerem juntos, buscando pressionar o governo municipal por um olhar mais humano e estratégico.
O papel da Associação
É importante ressaltar que o transporte não é uma linha direta da prefeitura. Há anos, os próprios alunos se organizam em uma associação para contratar empresas, buscar patrocínios e gerir a logística. O papel do Poder Público, neste caso, é de fomento — um investimento no capital humano do município que, aparentemente, está sendo negligenciado.


Todo ano essa luta. Poder público e vereadores tem que ver essa situação. É inadmissível um valor desse para os acadêmicos pagarem
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