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Brasil| Preços e custos preocupam sementeiros em MT

Foto: Nativa News
Com informações do Canal Rural
Bem mais difícil! Assim os produtores de sementes de soja em Mato Grosso classificam o ano de 2018. E são pelo menos dois os motivos para isso: enquanto as despesas cresceram, o insumo perdeu valor em relação à última safra. Agora, a conta pode não fechar.
O barateamento da semente é um reflexo direto do aumento da oferta. O desempenho dos campos de produção superou o de anos anteriores, elevando em aproximadamente 5% o volume disponível. O problema é que a demanda não costuma saltar nesta mesma proporção. A área destinada às lavouras de soja nesta nova safra, por exemplo, deve crescer pouco mais de 1%, segundo prevê o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O resultado desta equação aparece nas estimativas de gastos com a safra. Para plantar um hectare de soja, o agricultor mato-grossense deve gastar em média R$ 294,39. Valor cerca de 6% inferior ao desembolsado no cultivo da última safra, segundo cálculos do próprio Imea.
A diferença de preço não é a única preocupação dos sementeiros. O gasto com o transporte do insumo também reforça o alerta. Muitas vendas foram feitas com antecedência e, como normalmente é feito, com os valores do frete já embutidos e baseados em médias históricas. Com a entrada em vigor do tabelamento do serviço – com um preço mínimo já definido por lei – será preciso ajustar estas diferenças, atingindo em cheio o bolso do setor.
Para o agricultor André Adams, por exemplo, a situação é preocupante. Ele produz sementes de soja em Alto Taquari (região sudeste de Mato Grosso) e acredita que “o preço do insumo tenha chegado ao fundo do poço”. O mercado, segundo ele, “tem trabalhado muito perto do limite” e, diante dos prováveis custos logísticos adicionais, “será preciso absorver os prejuízos, comprometendo uma margem que já não existe mais”, conclui.
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