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Papo com a Psicóloga| Dez erros fatais cometidos pela liderança que prejudicam a saúde emocional do trabalhador e os resultados da empresa


Por Simone Rezende 

Quando uma empresa se estabelece no mercado capitalista, independente de sua missão, visão e valores, ela precisa gerar lucro para que sobreviva, certo?!

Nesse processo, precisa também de uma equipe comprometida que se envolva com os objetivos empresariais para que as metas sejam alcançadas. O esquema parece simples, mas são inúmeras interferências e muitas vezes, parece que tentando acertar, a liderança erra o alvo.

O fio da meada começa entendo que os colaboradores são pessoas, movidas por sentimentos e necessidades físicas, emocionais e sociais e, portanto, alguns pontos precisam ser ajustados para atender as expectativas e anseios de todos os envolvidos (empregados, empregadores e clientes). O trabalho precisa ser fonte de prazer e não apenas obedecer à logica “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Veja bem, considerando a importância do trabalho na vida social e identidade do sujeito e, levando em conta que grande parte do tempo diário é dedicada às atividades laborais, inferimos, por conclusão, o quanto o ambiente de trabalho interfere na saúde ou adoecimento dos trabalhadores.

Algumas características do clima organizacional geram uma insatisfação e mal estar coletivos, provocando: desmotivação, insatisfação, rotatividade (turn over), problemas de relacionamento interno, faltas (absenteísmo), licenças de saúde, acidentes de trabalho, dentre outros.
Se estas queixas são frequentes em seu espaço de trabalho, confira aqui alguns erros de gestão que podem ser os causadores desse clima organizacional nocivo à saúde emocional do trabalhador e da empresa:

Tem como primazia permanente, “produzir mais com menos”.

  1. Quando perde um colaborador, passa muito tempo sem repor o quadro e deixa que outro(s) colaborador(es) acumulem as funções do profissional evadido.
  2. Acredita que pressionar os colaboradores é a maneira mais eficaz de aumentar a produtividade, exigindo sempre um ritmo acelerado de trabalho.
  3. Não tem uma jornada de trabalho bem definida e deixa para conceder folga ou férias nas vésperas das datas em questão.
  4. Aplica pouco ou nenhum investimento em equipamentos e melhorias no ambiente físico de trabalho.
  5. Não tem plano de cargos e salários definidos. Assim, quando surge uma oportunidade, promove colaboradores baseando-se apenas na confiança que o profissional inspira (critérios subjetivos).
  6. Atrasa pagamentos.
  7. Ao contratar um novo colaborador, alimenta muita expectativa sobre ele e o sobrecarrega de responsabilidades.
  8. Evita dialogar com os colaboradores porque acredita que sempre haverá reclamações ou teme que esse hábito possa despertar insatisfações naqueles que estão, aparentemente, bem adaptados às condições de trabalho.
  9.  Mantem uma lista negra no RH e demite os colaboradores sem   deixar claros os motivos desta decisão.


Estes 10 itens costumam ocupar o ranking dos estressores mais prejudiciais à saúde emocional do trabalhador. As empresas avaliadas como os melhores lugares para se trabalhar, desenvolvem uma gestão que se empenha para implantar o bem estar e promover a saúde emocional de seus colaboradores. Os benefícios desse modelo de gestão tendem a trazer resultados não apenas ao índice de produtividade, mas, sobretudo, impactam a sociedade de forma positiva.

E então? Como está sua empresa e que tipo de reações seu clima organizacional tem promovido?





Simone Rezende
Psicóloga
CRP 18 03334