Foco e Fé| Fome e sede de justiça
O
desejo por alimento e por água está entre os mais fortes e constituem as
necessidades mais básicas dos seres humanos. Há uma variedade de necessidades
que governam a vida: água, alimento, sexo, poder e amor são algumas delas. No
entanto, quando elas são satisfeitas de maneira errada, temos problemas.
A
fome e a sede de que Jesus fala não é aquilo que a mídia explora como causas da
miséria humana. Também não é o desejo de que, num mundo em que se veem tantas
injustiças, se faça justiça e que cada um seja recompensado ou castigado
conforme merece. Não é apenas o desejo de fazer o bem, o sonho de ser uma
pessoa piedosa ou idealista.
A
fome e sede de justiça das quais Jesus fala podem ser sentidas de diversas
maneiras. Quando tenho o desejo de entender melhor certas verdades da Bíblia;
quando consigo enxergar verdades conhecidas sob novo prisma; e quando tenho
desejo cada vez mais crescente de ser semelhante a Jesus.
Às
vezes, no anseio de fazer o que é certo, queremos conseguir essa justiça
partindo do exterior para o interior. Então, pensamos em adorar no lugar certo,
seguir a liturgia certa, vestir a roupa certa e, então, acreditamos, estaremos
em condições de receber a justiça. Ou se lermos a Bíblia pela manhã, não
faltarmos às reuniões da igreja, controlarmos nosso temperamento, dominarmos nossas
paixões e orarmos pelo menos uma hora por dia, a justiça nos será concedida. A
única maneira pela qual podemos conseguir a justiça é recebendo-a. “Não é por
meio de penosas lutas ou fatigante lida, nem de dádivas ou sacrifícios que
alcançamos a justiça; ela é, porém, gratuitamente dada a toda pessoa que dela
tem fome e sede” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 18).
Existe
rico suprimento de justiça que Deus tem para nós. Somente a receberão aqueles
que desejam a justiça da mesma forma que um homem faminto deseja o pão, ou como
o sedento que está desmaiando por água.
“Deus
Se alegra em conceder graça a todos os que dela têm fome e sede, não por sermos
dignos, mas porque somos indignos. Nossa necessidade é o qualificativo que nos
dá certeza de que havemos de receber o dom” (Ellen G. White, Testemunhos para
Ministros, p. 519).
“Venham
todos vocês que estão com sede, venham às águas; e vocês que não possuem
dinheiro algum, venham, comprem e comam! Venham, comprem vinho e leite sem
dinheiro e sem custo” (Is 55:1).
Novo Tempo / Tempo de Refletir


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