Como se tornar doador de órgãos? Saiba alternativas de formalizar o interesse no ato solidário
Fonte: G1 Foto: Fabiane de Paula/SVM
É inegável a dor da perda de alguém
querido. Porém, a partida pode significar uma nova chance para outras pessoas.
A doação de órgãos, ato solidário no pós-vida, ainda enfrenta obstáculos e é
encarada como tabu por algumas famílias. No Brasil, há duas maneiras digitais
de demonstrar que você tem interesse em ser um doador de órgãos (conheça
abaixo).
💻 AEDO: a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos está disponível desde abril de 2024. Quem quer ser doado pode manifestar e formalizar a vontade por meio de um documento oficial, feito digitalmente, reconhecido em cartório.
🗂️ CNI: É possível identificar o interesse em doar órgãos na nova Carteira Nacional de Identidade. A informação fica no verso do documento na versão digital.
O processo é completamente digital,
a partir do site www.aedo.org.br
. Basta acessar o formulário, preencher e enviar. Depois disso, o documento é
enviado a um cartório que vai acionar o doador para confirmar os dados em uma
chamada de vídeo.
A declaração não tem custo.
Depois da declaração, a Central
Nacional de Doadores de Órgãos vai saber, a partir da consulta por CPF, que a
pessoa é doadora e, com isso, avisar a família antes da decisão.
➡️ Como indicar a doação de órgãos na CNI?
A pessoa precisará informar, na hora
de fazer o novo documento, que quer a incluir a indicação que deseja ser doador
de órgãos. Com isso, é possível que, ao consultar a sua identidade, a equipe
médica saiba do desejo de doação e apresente à família antes da decisão.
Se você já se declarou doador em sua
identidade antiga, ela ainda é válida até 2032. Quem não tem essa sinalização
no documento antigo e quer ser doador pode emitir uma nova carteira.
Atualmente, quase 50 mil brasileiros
estão na fila para transplante de órgão. As maiores demandas são por rim,
fígado e coração, conforme o Ministério da Saúde.

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