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Tribunal do Júri condena quatro envolvidos no assassinato do sargento Djalma

Da redação com informações do AgoraMT / Foto: Reprodução Facebook

O Tribunal do Júri encerrou, nesta semana, um dos capítulos mais tensos da segurança pública recente em Mato Grosso. Os quatro réus acusados pelo assassinato do sargento da Polícia Militar Djalma Aparecido da Silva, de 47 anos, foram condenados. A decisão encerra um processo marcado por investigações complexas e operações de grande escala.

O Crime e a Execução

O sargento Djalma foi brutalmente executado no dia 22 de janeiro de 2024. O crime aconteceu em plena luz do dia, enquanto o policial caminhava próximo ao Centro de Eventos Alexandrina, na região central de Pedra Preta.

De acordo com o inquérito, Djalma foi atingido por diversos disparos de arma de fogo, concentrados na região da cabeça, impossibilitando qualquer chance de defesa. Após o ataque, os criminosos fugiram em um veículo Renault Sandero, que foi encontrado incendiado pouco tempo depois, em uma tentativa de destruir provas periciais.

Monitoramento e Planejamento

A investigação revelou um cenário ainda mais sombrio: o sargento não foi uma vítima aleatória. Integrantes de uma organização criminosa monitoraram os passos do militar por semanas antes da execução. A motivação e o planejamento detalhado levaram a uma resposta rápida das forças de segurança.

A Linha do Tempo das Prisões: Operação Black Stone

A desarticulação do grupo começou poucos dias após o homicídio e culminou na Operação Black Stone, deflagrada pela Polícia Civil em março de 2024.

  • Janeiro/2024: Paulo Ricardo da Silva Ferreira é o primeiro preso, identificado como o responsável pelo carro usado na fuga.

  • Março/2024: A Operação Black Stone cumpre mandados em Pedra Preta, Rondonópolis e Cuiabá.

  • Confronto em Cuiabá: Graciel da Silva Muniz, apontado como um dos executores, morreu em confronto com o Grupo de Operações Especiais (GOE) na capital. Com ele, foram apreendidas duas pistolas 9mm; a perícia confirmou que uma delas foi a arma utilizada para matar o sargento.

Sentença

Os quatro réus sentados no banco dos réus nesta semana foram condenados por crimes que incluem homicídio qualificado e organização criminosa. As penas, somadas, refletem a gravidade da execução planejada contra um agente do Estado.

O caso agora entra em fase de execução de pena, trazendo um desfecho judicial para a família do militar e para a corporação da Polícia Militar de Mato Grosso.



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