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Saúde| Em Mato Grosso mais de 119 mil meninos entre 11 e 15 anos devem ser vacinados

Com informações do SES-MT
A ampliação da cobertura vacinal contra o HPV para meninos entre 11 e 15 anos incompletos foi anunciada pelo Ministério da Saúde nesta semana. Em Mato Grosso deverão ser vacinados mais de 119 mil meninos nessa faixa etária. A meta da Secretaria de Estado de Saúde é vacinar 80% desse novo público alvo, o que representa 95 mil jovens.
O grupo de meninos que está na nova faixa etária já pode ir aos postos de vacinação nos municípios para tomar a vacina. De acordo com a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SES/MT, Alessandra Moraes, há quantidade de vacina suficiente para todos.
A coordenadora alerta, entretanto, que Mato Grosso, a exemplo dos demais estados, vem registrando baixa cobertura vacinal, pela falta de procura por parte da população. Alessandra Moraes informa que as vacinas disponíveis em Mato Grosso já estão nos postos de saúde municipais e em policlínicas e têm prazo de validade para até 2019.
Até o ano passado, a vacina era apenas para meninas entre 9 e 15 anos de idade e a meta era vacinar até 80% do grupo de 196 mil jovens nessa faixa etária. A aplicação da vacina contra o HPV teve início no País em 2014. Nesse período, foram vacinadas 56,84% das meninas; em 2015 foram 59,92%; em 2016 o percentual foi de 54,05% e de janeiro a março de 2017 já foram vacinados 59,97% dos jovens entre meninas e meninos de 12 a 13 anos de idade, que passaram a ser vacinados neste ano.
A importância da vacina
A vacina contra o vírus HPV previne os cânceres de pênis, garganta e ânus, e de colo de útero, vulva, vaginal, lesões pré-cancerosas, verrugas genitais e infecções causadas pelo vírus. O HPV é transmitido pelo contato direto com a pele e mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe grávida para o filho no momento do parto.
“A nova definição da faixa etária para vacinação é justamente para prevenir a contaminação e proteger meninos e meninas antes do início da vida sexual. Portanto, é importante que pais e professores sensibilizem os jovens para a importância de tomar a vacina“, reforçou Alessandra Moraes.