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"Pedófilo não é ungido": Pastora Helena Raquel convoca fiéis a denunciarem abusos em templos

Foto: Reprodução/ Print de vídeo Instagram Helena Raquel

Em um dos momentos mais marcantes e contundentes do 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, a pastora Helena Raquel utilizou o púlpito para confrontar um dos temas mais sensíveis e silenciados dentro das instituições religiosas: o abuso sexual cometido por líderes espirituais.

Durante sua pregação em Camboriú, a religiosa não poupou palavras ao defender que o "manto" ministerial não pode servir de escudo para criminosos. Segundo a pastora, a proteção à vítima e a busca pela justiça devem prevalecer sobre qualquer hierarquia eclesiástica.


O fim do silêncio

Com um tom firme, Helena Raquel direcionou sua fala diretamente aos pais e responsáveis, instando-os a não hesitar diante de suspeitas ou relatos de crimes contra crianças e adolescentes dentro da igreja.

"Você tem que entender que pedófilo não é ungido! Pedófilo é criminoso. Pai, mãe, levanta dessa igreja, vai fazer uma denúncia agora!", bradou a pastora sob forte atenção do público.

Incompatibilidade de funções

A declaração tocou em um ponto central da crise de imagem que muitas denominações enfrentam ao tentar "resolver internamente" casos de polícia. Para Helena Raquel, é impossível que uma mesma pessoa ocupe o papel de guia espiritual e de predador sexual.

  • A distinção clara: "Não existe capacidade de se encontrar na mesma figura um pastor e um abusador. Ou é pastor, ou é abusador!", afirmou.
  • Acolhimento à vítima: Ela reforçou a necessidade de acreditar no relato das crianças, aconselhando os fiéis a abandonarem congregações que tentam desacreditar a fala dos menores para proteger a liderança.

Repercussão 

O Congresso dos Gideões é considerado um dos maiores eventos pentecostais do mundo, atraindo milhares de pessoas anualmente. A fala de Helena Raquel repercutiu imediatamente nas redes sociais, sendo vista por muitos como um divisor de águas necessário para o rompimento do "corporativismo religioso".

Outro destaque da pregação foi o alerta incisivo voltado às mulheres vítimas de violência doméstica, reforçando a necessidade de proteção e conscientização.

Ao abordar o tema da violência doméstica, a pastora enfatizou que a igreja não pode mais se omitir, pois nenhum chamado ou unção justifica abusos ou agressões; quem violenta não representa a Deus e deve ter seu pecado confrontado em vez de protegido. É fundamental compreender que agressores e opressores, independentemente do cargo que ocupam, não exercem autoridade espiritual genuína, o que torna o silêncio da vítima ou da testemunha uma barreira para a cura. Por isso, a orientação é clara: não se cale e denuncie pelos canais 100 ou 180, para que a igreja volte a ser um lugar de refúgio e libertação, lembrando sempre que onde há verdade, há liberdade.

Canais de Denúncia: Se você suspeita de qualquer crime contra crianças ou adolescentes, disque 100 (Disque Direitos Humanos) ou procure o Conselho Tutelar e a delegacia mais próxima. A denúncia pode ser anônima.




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