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Queda de cabelos: Anvisa aprova novo remédio para tratamento

Fonte: Só Notícia Boa Foto: Getty Images  

Notícia boa para quem sofre com queda de cabelos: a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo tratamento no Brasil contra alopecia areata. O medicamento pode recuperar até 80% em área do couro cabeludo que antes estava sem fios!

Conhecido pelo nome comercial de Olumiant, o remédio já era liberado no Brasil para tratar covid-19, artrite reumatoide e dermatite atópica. Agora, ele entra na lista para combater a alopecia, que causa queda repentina de cabelo no couro cabeludo, cílios, sobrancelhas e barba, por exemplo.

Para a aprovação no país, a Anvisa analisou testes realizados com 1,2 mil pacientes com quadros graves da doença. O estudo foi conduzido por cientistas da Universidade de Campinas (Unicamp), entre outras instituições de ensino e pesquisa.

Alopecia areata

A alopecia areata provoca queda de fios de cabelo principalmente em locais arredondados ou ovais no couro cabeludo e em outras partes do corpo.

Em casos graves da doença, todos os pelos do corpo podem cair, inclusive os da sobrancelhas e cílios.

A farmacêutica norte-americana Eli Lilly, fabricante do medicamento, realizou uma pesquisa com 747 pessoas sobre a doença.

Do total, 40% deles perderam quase todo o cabelo. A enfermidade foi muito associada às palavras constrangimento e ansiedade.

Como o remédio age

O baricitinibe, ou Olumiant, enibe a enzima Janues quinase (JAK), associada aos ataques aos folículos capilares.

Com isso, o medicamento consegue impedir o ataque das células imunológicas.

Para aprovar o medicamento, testes foram realizados e os resultados surpreenderam.

Eficácia comprovada

Foram 36 semanas de tratamento para 1,2 mil pacientes.

Ao final do estudo, um em cada quatro pacientes que tomaram a baricitinibe de menor dosagem (2 mg) tiveram bons resultados.

Resultado semelhante para um em cada três que tomaram a dose maior (4 mg).

O Olumiant cobriu 80% ou mais do couro cabeludo desses pacientes.

Aqueles que utilizaram placebo tiveram melhoras de 3% a 5%.

A medicação também apresenta alguns efeitos colaterais, como o aumento no risco de infecções e alterações no colesterol.



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