Brasil| Justiça de MS determina reintegração de fazenda onde índio morreu baleado
Decisão
da Justiça Federal em Mato Grosso do Sul determina reintegração de posse na
fazenda Yvu, em Caarapó, a 264 quilômetros de Campo Grande, onde um índio
morreu, seis foram baleados e três policiais ficaram feridos, no dia 14 de
junho.
A
liminar, publicada no Diário Eletrônico da Justiça no dia 6 de julho, atende a
pedido da dona da propriedade rural e dá 20 dias para a Fundação Nacional do
Índio (Funai) cumprir a determinação.
A
Justiça autoriza ainda o uso da polícia, caso seja necessário, e determina
multas diárias em caso de descumprimento. Para a Funai, a multa é de R$ 50 mil
por dia; para o presidente nacional da Funai R$ 1 mil e para o representante do
órgão em Dourados, R$ 500.
A
Funai afirma que "a fazenda encontra-se dentro dos limites da Terra
Indígena Dourados Amambaipeguá 1, já identificada e delimitada pela Funai como
terra tradicionalmente ocupada pelos indígenas Guarani e Kaiowá, como preconiza
a Constituição Federal".
O
órgão federal disse ainda que "irá adotar as providências jurídicas e
administrativas cabíveis para a garantia dos direitos da comunidade
indígena" e que " repudia todas as ações embasadas em atos de força e
violência".
Confronto
Os
índios estão na fazenda Yvu desde 12 de junho. No dia 14, houve confronto com
fazendeiros e o indígena Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza, de 26 anos, foi
morto. Dos seis feridos, um continua hospitalizado devido a complicações.
Os
policiais militares feridos na fazenda tinham ido acompanhar o Corpo de
Bombeiros em socorro às vítimas do conflito e acabaram sendo feitos reféns
pelos índios. Eles tiveram armas e coletes balísticos recolhidos.
A
Polícia Federal (PF) investiga a morte do indígena. A Polícia Civil apura a
situação relacionada aos policiais militares, que foram transferidos para
Dourados.
Do G1


Nenhum comentário
Política de moderação de comentários:
A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro pelo conteúdo do blog, inclusive quanto a comentários; portanto, o autor deste blog reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal / familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.