Saúde| Pessoas com diabetes devem deixar de dirigir no início do tratamento
De
acordo com dados do Ministério da Saúde, 7,4% da população afirma ter diabetes.
Muitas dessas pessoas dirigem, já que ter a doença não é um impedimento na hora
de conseguir uma habilitação. Mas o problema pode sim gerar riscos a quem está
ao volante.
Segundo
Dirceu Rodrigues Alves, chefe do Departamento de Medicina de Tráfego
Ocupacional da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), os
sintomas que o diabetes gera devem ser a principal preocupação do motorista.
“O
diabético tipo 1 é aquele dependente da insulina. Esses pacientes têm a
glicemia muito instável. Com a presença da substância, eles podem desenvolver a
hipoglicemia, que é a queda do açúcar no sangue”, explicou.
A
queda nos níveis glicêmicos pode gerar sintomas como tontura, fraqueza,
confusão mental, sonolência e visão embaçada. Em casos muito graves, a pessoa
pode até ficar inconsciente. É na hipoglicemia que está o risco de um diabético
dirigir.
“Aquele
de tipo 2, que começa o tratamento com comprimido, pode também ter quadros de
hipoglicemia graves com consequências na direção veicular”, afirmou o
especialista.
Devo abandonar a direção?
A
reposta para a pergunta acima é sim e não. Dr. Dirceu afirma que nada impede
uma pessoa com diabetes a ter uma vida normal como qualquer outro indivíduo,
mas é preciso equilíbrio.
Se
a pessoa acabou de iniciar o tratamento para o diabetes, uma doença crônica, a
recomendação é deixar a direção temporariamente. “O motorista só deve voltar a
dirigir depois de um tempo determinado pelo próprio médico de uso do remédio e
equilíbrio da glicose”, indicou o especialista.
Após
esse período inicial, a pessoa vai saber reconhecer quando está tendo um quadro
de hipoglicemia. “Ela já sabe que está com o açúcar alterado e que vai ter de
tomar previdências: comer um alimento com açúcar, por exemplo”, disse Dr.
Dirceu.
Heloisa
Altenburg convive com o diabetes há 23 dos seus 24 anos de idade e já
experimentou algumas indesejadas hipoglicemias ao volante. "Não dá para
especificar como me sinto toda vez, até porque sempre é diferente. Levo em
conta alguns fatores como alimentação do dia, exercícios e carga
emocional", compartilhou.
"Tudo
isso afeta para que a minha glicose abaixe. Algumas vezes, sinto como se
estivesse flutuando, outras muita fome ou só irritação mesmo. Por mais controle
que se tenha, estamos sujeitos a ter hipoglicemias quando menos
esperamos", alertou a assistente-administrativo.
Brasileiros com diabetes
A
doença é mais frequente nas mulheres (7,8%) que nos homens (6,9%) e se torna
mais comum com o avanço da idade, afirma o Ministério da Saúde.
Pesquisa
Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito
Telefônico (Vigitel) de 2015 aponta também que 87,2% da população com diabetes
trata a doença com medicamento.
O
diabetes é um problema crônico causado pela falta ou má absorção da insulina,
hormônio produzido pelo pâncreas para controlar a quantidade de açúcar no
sangue.
Do IG


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