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Jornalistas e mais profissionais relatam casos de assédio: "Mulheres adoecem"

Há uma semana, uma repórter do Portal iG relatou a situação constrangedora pela qual passou no início de maio enquanto entrevistava o cantor Biel. Na ocasião, ele a chamou de “gostosinha” e disse que “a quebraria no meio” caso mantivessem relações sexuais.

No boletim de ocorrência registrado como assédio sexual na 1ª Delegacia da Mulher de São Paulo, a jovem de 21 anos ainda relata que ouviu: "queria que a sua entrevista fosse a última do dia, te levaria para um hotel e te estupraria rapidinho".

“A entrevista terminou, peguei minhas coisas e fui embora. Entrei no táxi e tremia. Aí, comecei a chorar. Lembrei das pessoas da sala que estavam rindo, de tudo que ouvi uma vez, duas vezes, quatro vezes. Quando saí, percebi tudo que aconteceu, e tantas coisas que ouvi em dez minutos e é aí que você percebe o absurdo da situação", lembrou a repórter em matéria sobre o caso.

Outros casos

O assunto se manteve entre os mais comentados nas redes sociais e a divulgação do caso promoveu inúmeros desabafos e outras denúncias.
Mesmo assim, parte dos internautas ainda demonstra não ver a situação como algo ofensivo ou constrangedor e é recorrente a ideia de que casos de assédio no trabalho como esse são isolados.

Números do assédio sexual no Brasil

A procuradora Valéria Diez Scarance, coordenadora do Núcleo de Gênero do Ministério Público de São Paulo, afirma que, segundo estudos, 52% das mulheres já passaram por situações que configuram assédio sexual.

No âmbito do jornalismo, os números são ainda mais alarmantes: de acordo com uma pesquisa realizada pelo Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, 77,9% das profissionais dizem que já sofreram assédio pela chefia ou por colegas de trabalho.


Outra pesquisa, realizada pelo International News Safety Institute e pela Women's Media Foundation, aponta que mais de 60% das entrevistadas que sofreram assédio relatam que o episódio ocorreu dentro da própria empresa.

Do IG

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