Entretenimento| Zé Felipe fala do pai e da inovação do sertanejo
Zé
Felipe é o quarto filho do sexteto de Leonardo e já é um nome conhecido entre a
nova geração de sertanejos. O jovem de 18 anos lançou neste mês o seu segundo
CD, "Proibido É Mais Gostoso", e recebeu o iG para conversar sobre
suas principais influências, de musicais a familiares. A maior de todas, não
poderia ser outra. "Meu pai. Na verdade, tudo começou com ele. Eu via ele
cantar, achava aquele 'trem' doido demais e pensava: 'o que está acontecendo?'.
Comecei a cantar brincando lá em casa e aos poucos foi ficando sério",
conta.
A
coisa ficou tão séria que, aos 14 anos, Zé gravou o seu primeiro álbum,
"Você e Eu", lançado somente em 2014. "Eu não tinha experiência
nenhuma em cantar, estava cru, cantava o que cantava em casa". Para o
segundo trabalho, ele sabe que melhorou. "As pessoas vão estranhar porque
minha voz está mais grossa. Mas eu entrei no estúdio já sabendo o que tinha que
fazer e, com certeza, nesse CD teve um crescimento meu muito grande como cantor
e artista. Estou muito feliz com o resultado".
A
prática e a passagem do tempo foram tudo o que Zé Felipe precisou para
aperfeiçoar a voz. "Nunca fiz aula de canto, acredita? Acho que a melhor
aula que tem é a estrada. Cantar, você aprende cantando. Agora estou fazendo
uma média de 12 shows por mês e isso me dá bagagem", observa.
Mas
o cantor também é antenado em todo tipo de música, o que ajuda a construir e
diversificar seu repertório. "Gosto muito de música latina. J. Balvin,
Nicky Jam, Enrique Iglesias, Prince Royce, Romeo Santos, Maluma. Acho bem legal
e são estilos que cabem dentro do nosso sertanejo".
Como
herdeiro de um dos maiores sertanejos do país, Zé Felipe enxerga no estilo
espaço suficiente para todos os ritmos. "Nosso sertanejo é muito aberto,
tem funk, eletrônico, pop. É gostoso ver que o segmento que Tonico e Tinoco
começou lá atrás, meu pai veio e inovou; e agora, eu venho e inovo ainda mais,
o Luan [Santana] e o Lucas [Lucco] também. Apenas estamos prosseguindo o que
meu pai, Chitãozinho e Xororó, Zezé e Luciano, todos eles, deixaram e deixam
até hoje [na música]".
"Ele
é o meu maior orgulho"
E
como música está no sangue, Zé nem cogitou fazer outra coisa. "Estudei até
o segundo ano do Ensino Médio e não pretendo fazer faculdade. Acho que a gente
tem que ser seguro do que quer fazer, né, e eu vou cantar pelo resto da vida.
Não imagino um Zé Felipe engenheiro ou médico, só cantor mesmo",
descontrai.
Recentemente,
a família sertaneja aumentou, já que sua irmã Jéssica deu à luz Noah, com
quatro meses. "Agora faz um mês que não vejo eles, mas temos um grupo dos
irmãos no Whatsapp e conversamos bastante lá. Estou devendo uma visita para
eles". E ele é aquele tio que baba no sobrinho? "Sim, com certeza. O
Noah é um chamego. Um bebê na família é uma alegria".
O
pilar dessa grande família, sem dúvida, é Leonardo. Zé Felipe se derrete ao
falar dele, garantindo que o cantor, mesmo no auge da fama, foi presente em sua
infância. "A maior lição que aprendi com meu pai foi não desprezar
ninguém, tratar todo mundo como igual, com respeito e humildade. Não importa
quem seja. Ele é o meu maior orgulho".
Do IG


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