De
acordo com o IBGE, que mede a variação nas capitais, o preço do feijão subiu
33,49% no ano até maio. No acumulado dos últimos 12 meses até maio, a alta é de
41,62%.
A
alta é resultado de problemas climáticos, que vêm reduzindo a produção do
feijão no Brasil. O aumento de preços atinge o prato típico dos brasileiros, o
feijão com arroz, e dificulta principalmente a vida dos consumidores de baixa
renda, que, acuados pela recessão e pelo desemprego, cortam a compra de itens
supérfluos no supermercado.
O
ministro da Agricultura, Blairo Maggi, deu detalhes da medida a jornalistas
após reunião com Temer no Palácio do Planalto. Ele informou que não há tarifa
para a importação de feijão dos países do Mercosul, mas que ela existe para
outros países, como México e China, e estão sendo retiradas pelo governo.
“Por
sugestão do presidente Temer, vamos, através do Planejamento e da Fazenda,
retirar os impostos e taxas cobrados de outros lugares, da China e México, além
de outros países também”, disse ele.
A
retirada do imposto de importação barateia o produto importado e facilita a
chegada dele ao país. A expectativa é que, com mais oferta no mercado, o preço
do feijão caia.
O
encarecimento do produto tem sido um dos temas mais comentados nas redes
sociais. No Twitter, o assunto gerou a hashtag
"TemerBaixaOPreçoDoFeijão." Em sua conta do microblog, o presidente
em exercício também utilizou a hashtag ao anunciar a importação.
Do G1

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