quinta-feira, 23 de junho de 2016

Entretenimento| Zé Felipe fala do pai e da inovação do sertanejo

Zé Felipe é o quarto filho do sexteto de Leonardo e já é um nome conhecido entre a nova geração de sertanejos. O jovem de 18 anos lançou neste mês o seu segundo CD, "Proibido É Mais Gostoso", e recebeu o iG para conversar sobre suas principais influências, de musicais a familiares. A maior de todas, não poderia ser outra. "Meu pai. Na verdade, tudo começou com ele. Eu via ele cantar, achava aquele 'trem' doido demais e pensava: 'o que está acontecendo?'. Comecei a cantar brincando lá em casa e aos poucos foi ficando sério", conta.

A coisa ficou tão séria que, aos 14 anos, Zé gravou o seu primeiro álbum, "Você e Eu", lançado somente em 2014. "Eu não tinha experiência nenhuma em cantar, estava cru, cantava o que cantava em casa". Para o segundo trabalho, ele sabe que melhorou. "As pessoas vão estranhar porque minha voz está mais grossa. Mas eu entrei no estúdio já sabendo o que tinha que fazer e, com certeza, nesse CD teve um crescimento meu muito grande como cantor e artista. Estou muito feliz com o resultado".

A prática e a passagem do tempo foram tudo o que Zé Felipe precisou para aperfeiçoar a voz. "Nunca fiz aula de canto, acredita? Acho que a melhor aula que tem é a estrada. Cantar, você aprende cantando. Agora estou fazendo uma média de 12 shows por mês e isso me dá bagagem", observa.

Mas o cantor também é antenado em todo tipo de música, o que ajuda a construir e diversificar seu repertório. "Gosto muito de música latina. J. Balvin, Nicky Jam, Enrique Iglesias, Prince Royce, Romeo Santos, Maluma. Acho bem legal e são estilos que cabem dentro do nosso sertanejo".

Como herdeiro de um dos maiores sertanejos do país, Zé Felipe enxerga no estilo espaço suficiente para todos os ritmos. "Nosso sertanejo é muito aberto, tem funk, eletrônico, pop. É gostoso ver que o segmento que Tonico e Tinoco começou lá atrás, meu pai veio e inovou; e agora, eu venho e inovo ainda mais, o Luan [Santana] e o Lucas [Lucco] também. Apenas estamos prosseguindo o que meu pai, Chitãozinho e Xororó, Zezé e Luciano, todos eles, deixaram e deixam até hoje [na música]".

"Ele é o meu maior orgulho"

E como música está no sangue, Zé nem cogitou fazer outra coisa. "Estudei até o segundo ano do Ensino Médio e não pretendo fazer faculdade. Acho que a gente tem que ser seguro do que quer fazer, né, e eu vou cantar pelo resto da vida. Não imagino um Zé Felipe engenheiro ou médico, só cantor mesmo", descontrai.

Recentemente, a família sertaneja aumentou, já que sua irmã Jéssica deu à luz Noah, com quatro meses. "Agora faz um mês que não vejo eles, mas temos um grupo dos irmãos no Whatsapp e conversamos bastante lá. Estou devendo uma visita para eles". E ele é aquele tio que baba no sobrinho? "Sim, com certeza. O Noah é um chamego. Um bebê na família é uma alegria".


O pilar dessa grande família, sem dúvida, é Leonardo. Zé Felipe se derrete ao falar dele, garantindo que o cantor, mesmo no auge da fama, foi presente em sua infância. "A maior lição que aprendi com meu pai foi não desprezar ninguém, tratar todo mundo como igual, com respeito e humildade. Não importa quem seja. Ele é o meu maior orgulho".

Do IG

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