domingo, 31 de maio de 2026

Prazo para declaração anual do MEI termina neste domingo (31)

Fonte: Agência Brasil Foto: Marceloo Casal Jr

Termina neste domingo (31) o  prazo para a entrega da Declaração Anual Simplificada do Microempreendedor Individual (DASN-Simei), referente ao ano-calendário de 2025. 

A declaração pode ser enviada pelo App MEI ou pelo Portal do Empreendedor.  

Quem precisa declarar? 

A declaração anual do MEI é obrigatória para todos os empresários individuais que tenham sido optantes pelo SIMEI em qualquer período de 2025, mesmo que não tenham tido faturamento no ano. É o caso, por exemplo, de profissionais que deixam de prestar serviços como MEI para trabalhar com carteira assinada. 

A Receita Federal orienta que os microempreendedores façam a entrega dentro do prazo para evitar encargos e manter a regularidade do CNPJ. 

Multa 

A entrega fora do prazo resulta em multa de 2% ao mês de atraso, limitada a 20% do valor total dos tributos declarados, ou ao valor mínimo de R$ 50. A multa é gerada automaticamente após a transmissão da declaração em atraso. 

Como fazer a declaração 

A DASN-SIMEI é realizada de maneira rápida no Portal do Empreendedor. O MEI deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa, incluindo todas as vendas ou prestações de serviços realizadas em 2025. Pelas regras, o MEI não pode ultrapassar o limite de R$ 81 mil de faturamento anual ou o proporcional mensal. Também é necessário informar se realizou a contratação de funcionário (no máximo um, de acordo com a legislação). 



sábado, 30 de maio de 2026

Maria Rita Celebra os 15 Anos em Grande Estilo



O último final de semana foi marcado por brilho e emoção com a celebração dos 15 anos de Maria Rita. No dia 23 de maio, a jovem reuniu familiares e amigos em uma festa inesquecível, que celebrou este marco tão especial com toda a pompa que a ocasião merece.

O Clube da Bocha foi o local escolhido para celebrar essa data tão significativa, que se transformou para receber os convidados com uma decoração impecável e envolvente. Durante toda a noite, Maria Rita foi o centro das atenções, esbanjando simpatia, alegria e a elegância de uma verdadeira debutante.


Os 15 anos representam o início de um ciclo transformador, repleto de sonhos e novas descobertas. Estendemos a Maria Rita e a toda a sua família nossos votos de que esta nova jornada seja trilhada com muita saúde, felicidade e grandes conquistas.




Parabéns, Maria Rita, por este início de trajetória brilhante!


Grávida com quase 20 faltas injustificadas tem justa causa mantida

Fonte: Migalhas Foto: Magnific

Ex-empregada grávida, dispensada por justa causa após acumular quase 20 faltas injustificadas durante contrato de quatro meses, teve a penalidade confirmada pela Justiça trabalhista.

O juiz do Trabalho Kleber Moreira da Silva, da vara do Trabalho de Goiatuba/GO, rejeitou os pedidos da empregada, que alegava ter sido dispensada de forma injusta e discriminatória em razão da gravidez.

Para especialistas ouvidas pelo Migalhas, a estabilidade gestacional protege contra dispensa arbitrária ou sem justa causa, mas não funciona como salvo-conduto para descumprimento de obrigações contratuais. Quando há faltas reiteradas, ausência de justificativa médica, reincidência após advertências e prova documental consistente, a justa causa por desídia pode ser validada, mesmo durante a gravidez.

Entenda

Na ação, a autora afirmou que foi admitida em 15/7/24 para exercer a função de auxiliar de inspeção, com salário-base de R$ 1.450, e dispensada em 2 de dezembro do mesmo ano. Segundo ela, a rescisão teria sido discriminatória, pois ocorreu durante a gestação.

As empresas, por sua vez, sustentaram que a dispensa ocorreu por justa causa, em razão de desídia. A defesa alegou que a trabalhadora acumulou diversas faltas injustificadas ao longo do curto período contratual.

Justa causa confirmada

Ao analisar o caso, o magistrado observou que os controles de ponto juntados ao processo demonstraram quase 20 faltas injustificadas em apenas quatro meses de contrato, além de outras ausências abonadas por atestados médicos. Para o juiz, o histórico funcional da empregada foi "muito negativo".

A sentença também registrou que, antes de aplicar a justa causa, a empregadora adotou medidas disciplinares de forma gradual e pedagógica, com três advertências e suspensões sucessivas.

Conforme a decisão, a penalidade máxima foi precedida dessas providências e aplicada em prazo razoável, sem violação ao critério da imediaticidade.

O juiz ressaltou, ainda, que a gravidez, por si só, não comprova incapacidade para o trabalho nem torna discriminatória a dispensa. Assim, considerou verdadeira a versão apresentada pelas empresas e reconheceu a justa causa por desídia, nos termos do art. 482, e, da CLT.

Com esse entendimento, foram rejeitados os pedidos de nulidade da justa causa, aviso-prévio indenizado, 13º salário proporcional, férias proporcionais acrescidas de 1/3, liberação do FGTS, seguro-desemprego, multa de 40% do FGTS, indenização substitutiva da garantia provisória de emprego e indenização por danos morais.

A trabalhadora também sustentou que atuava em condições insalubres. No entanto, o laudo pericial concluiu que as atividades exercidas não caracterizavam insalubridade acima dos limites de tolerância ou que eventual exposição era neutralizada pelo uso adequado de EPIs. Por isso, o pedido de adicional de insalubridade também foi rejeitado.

Processo: ATOrd-0000257-30.2025.5.18.0161



sexta-feira, 29 de maio de 2026

Agentes de endemias são afastados em Alto Taquari por contaminação por inseticidas

Foto: Aparecido Marden

Dois servidores públicos municipais que atuam como Agentes de Combate às Endemias (ACE) foram afastados de suas funções preventivamente após exames de rotina apontarem alterações preocupantes na saúde dos trabalhadores. Os laudos médicos indicaram níveis de Colinesterase acima do limite recomendado pelo Ministério da Saúde.

Diante do risco, os profissionais receberam uma licença inicial de 30 dias e foram encaminhados ao INSS para a liberação do auxílio-doença e garantia de seus rendimentos durante o afastamento.

O que é a Colinesterase e qual o risco?

A colinesterase é uma enzima vital para o organismo humano. Ela atua diretamente no sistema nervoso, sendo responsável por degradar a acetilcolina — um neurotransmissor que regula a transmissão dos impulsos nervosos e a função muscular.

O perigo da exposição: Quando um trabalhador é exposto de forma frequente ou inadequada a certos defensivos químicos, a atividade enzimática é afetada. Isso pode travar ou sobrecarregar os estímulos nervosos, gerando sintomas que vão desde fraqueza muscular, dores de cabeça e tonturas, até complicações respiratórias e neurológicas graves.

Os produtos utilizados na linha de frente

Os agentes de endemias atuam diretamente na aplicação de larvicidas e inseticidas para conter surtos de arboviroses. Na região, a frota e as equipes utilizam três produtos principais no combate aos vetores:

ProdutoTipo de AçãoFoco Principal
CIELO ULVInseticida líquido (Ultra Baixo Volume)Controle de mosquitos adultos (Aedes aegypti e Culex)
Fludora Co-MaxInseticida de efeito residualCombate ao Aedes aegypti (Dengue, Zika e Chikungunya)
BTI (Bacillus thuringiensis)Controle Biológico (Bactéria)Eliminação de larvas do mosquito

Embora o BTI seja uma alternativa biológica de baixo impacto para humanos, os inseticidas químicos como o Cielo ULV e o Fludora Co-Max possuem compostos que atacam justamente o sistema nervoso dos insetos. Se o manejo desses produtos for contínuo ou se houver qualquer falha no uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), o organismo humano pode absorver as substâncias, resultando na alteração detectada nos servidores de Alto Taquari.

Próximos Passos


O afastamento de 30 dias visa garantir que os servidores fiquem totalmente isolados de novos contatos com as substâncias químicas, permitindo que o organismo restabeleça os níveis normais da enzima.

A prefeitura municipal e a coordenação de vigilância ambiental devem abrir uma investigação interna para revisar os protocolos de segurança, o fornecimento e a obrigatoriedade do uso de EPIs, além de garantir a testagem regular dos demais profissionais que continuam atuando nas ruas.

Contrato de R$ 7,8 Milhões sem licitação em Alto Taquari acende alerta sobre o uso abusivo da "Inexigibilidade"

Sob o argumento de economia com energia solar, administração municipal dribla a livre concorrência e sela compromisso milionário até 2028 com empresa única, levantando questionamentos sobre a real impossibilidade de competição no setor fotovoltaico.

Foto: Luiz Alves

A Prefeitura Municipal de Alto Taquari formalizou nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, a ratificação da Inexigibilidade de Licitação nº 016/2026. O ato, assinado pela prefeita Marilda Garofolo Sperandio, chancela a contratação direta da empresa Enersim Energia Renovável para a locação de um imóvel dotado de unidade de minigeração de energia solar fotovoltaica. O montante total que sairá dos cofres públicos impressiona: R$ 7.896.519,64.

O contrato estende-se até o final de 2028, com cronograma de desembolso escalonado. Para os sete meses restantes do ano corrente de 2026, serão destinados R$ 1.783.085,08. Já para os anos de 2027 e 2028, o repasse anual será fixo em R$ 3.056.717,28.

O Nó Jurídico: Exclusividade Real ou Forçada?

A justificativa jurídica apresentada pela Assessoria Jurídica do Município e chancelada pelo Executivo baseia-se no inciso I do artigo 74 da Lei Federal nº 14.133/21 (Nova Lei de Licitações). O texto legal determina que a licitação é inexigível quando houver inviabilidade de competição, explicitando o caso de aquisição ou locação de materiais, equipamentos ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor ou empresa exclusiva.

É precisamente neste ponto que repousa a principal controvérsia. O mercado de energia solar fotovoltaica e de locação de usinas (geração compartilhada ou consórcios de energia) explodiu no Brasil nos últimos anos. Longe de ser um monopólio ou um setor de fornecedor único, o estado de Mato Grosso abriga dezenas de empresas de grande e médio porte capazes de estruturar, operar e locar usinas solares para atendimento a órgãos públicos.

O Ponto Crítico: > Ao definir o objeto de forma engessada — vinculando a contratação à locação de um imóvel específico já dotado de usina instalada e conectada —, a administração pública corre o risco de inverter a lógica do interesse coletivo. Em vez de abrir um certame competitivo (como um Pregão Eletrônico) para que o mercado ofereça o maior desconto em créditos de energia ou a menor tarifa por kWh, o município opta por moldar o processo em torno de uma infraestrutura já existente e de uma empresa predeterminada.

Quando a prefeitura alega que a competição é "inviável", ela ignora que a inviabilidade pode ter sido gerada pelo próprio desenho restritivo do modelo de contratação. Se o objetivo central manifesto na justificativa é "promover a redução de custos públicos", a ausência de disputa de preços na arena pública impede que o cidadão saiba se os R$ 7,8 milhões acordados representam, de fato, a melhor proposta financeira disponível no mercado nacional.

Detalhamento Financeiro do Contrato (2026–2028)

Período de CoberturaDuraçãoValor a ser Pago / Compensado
Ano de 2026 (Restante)7 mesesR$ 1.783.085,08
Ano de 2027 (Pleno)12 mesesR$ 3.056.717,28
Ano de 2028 (Pleno)12 mesesR$ 3.056.717,28
Total Geral do Contrato31 mesesR$ 7.896.519,64

A Ausência do Pregão e o Risco ao Erário

A opção por não utilizar a modalidade de Pregão Eletrônico priva a gestão de uma ferramenta consagrada de economicidade. No pregão, as empresas disputam lance a lance o direito de fornecer ao Estado, o que costuma gerar deflações significativas nos preços iniciais em benefício do erário. Na inexigibilidade, o preço é virtualmente ditado pelo fornecedor e aceito pela administração com base em pesquisas de mercado que nem sempre refletem o real poder de barganha de uma máquina pública que vai injetar quase 8 milhões de reais no negócio.

Ademais, comprometer o orçamento municipal por três exercícios financeiros subsequentes (2026, 2027 e 2028) sem o crivo da ampla concorrência engessa a gestão e estende os riscos de um contrato possivelmente acima da média de mercado para além do mandato atual, transferindo o ônus de eventuais falhas de planejamento diretamente para o contribuinte de Alto Taquari.

A transição para matrizes energéticas limpas é uma política pública louvável e necessária. No entanto, o manto da sustentabilidade não pode servir para blindar processos de contratação de contestações de mercado. Cabe agora aos órgãos de controle externo, como o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) e o Ministério Público, analisar com lupa se a exclusividade da empresa contratada é técnica e juridicamente real ou se a modalidade foi utilizada para evitar os rigores de um processo licitatório transparente e competitivo.


Nota: Este espaço permanece aberto para manifestações oficiais por parte da Prefeitura Municipal de Alto Taquari e da empresa Enersim Energia Renovável.

Violência sexual atinge 64 meninas por dia no país

Fonte: Agência Brasil Foto: Elza Fiuza 

 

De 2011 a 2024, em média, 64 meninas foram vítimas de violência sexual, por dia, no Brasil. Neste período, 308.077 mil meninas até os 17 anos de idade sofreram esse tipo de violência no país.

Se considerado somente o ano de 2024, foram registrados 45.435 casos, uma média de 3,78 mil notificações por mês.

Os dados analisados pelo Mapa Nacional da Violência de Gênero foram levantados diretamente do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, e divulgados para marcar o Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que ocorre no dia 18 de maio.

O Mapa Nacional da Violência de Gênero é uma parceria entre o Observatório da Mulher contra Violência (OMV) do Senado Federal; Instituto Natura e a Associação Gênero e Número.

Os números ainda não refletem a realidade brasileira, de acordo com a diretora executiva da associação Gênero e Número, Vitória Régia da Silva, porque a violência de gênero, incluindo a violência sexual, ainda é profundamente subnotificada. 

Ela acrescenta que o país ainda enfrenta problemas relacionados à qualidade da informação, integração e padronização das bases de dados públicas. 

“Isso limita não apenas a compreensão da violência, mas também a capacidade de formular respostas públicas mais eficazes”, avalia.

Violência crescente

A série histórica revela que o crescimento da violência sexual contra meninas até 17 anos na última década é considerado alarmante. Desde 2011, o aumento acumulado de casos chega a 29,35%.

A tendência de alta foi interrompida apenas em 2020. Naquele ano, houve uma queda de 13,76%, que os especialistas atribuem à provável subnotificação causada pela pandemia da covid-19.

Os números voltaram a subir (22,75%) no ano seguinte, em 2021. O pico dessa escalada ocorreu em 2023, com a maior taxa de crescimento da série (37,22%). 

Em 2024, o índice continua em ascensão. 

Para a coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal, Maria Teresa Prado, é urgente “fortalecer políticas públicas de prevenção, proteção e garantia de direitos para meninas e adolescentes no país”.

Meninas negras

O levantamento divulgado pelo Mapa Nacional da Violência de Gênero destaca que as meninas negras se encontram em maior vulnerabilidade. Ao longo da série histórica (2011 a 2024), elas foram vítimas de 56,5% dos casos.

Somente em 2024, as meninas negras (pardas e pretas) foram mais da metade das vítimas (52,3%) do total de 45.435 casos de violência sexual contra meninas.

No detalhamento do perfil racial das vítimas, no caso de meninas pardas, foram 22.553 ocorrências, em 2024. Quando somadas às notificações das vítimas crianças e adolescentes pretas (1.223 casos), o índice alcança 23.776 casos de violência sexual.

Há também as meninas brancas, com 16.771 registros; a população amarela, 769 casos; e crianças e adolescentes indígenas, 342 casos.

Outros 3.777 casos não trouxeram informações sobre raça/cor das vítimas.

Vínculo

Pais, mães, padrastos/madrastas e/ou irmãos aparecem de forma recorrente entre os autores da violência sexual contra meninas.

A análise técnica concluiu que a média do número de casos em que o agressor tem vínculo familiar com mãe, pai, irmão, irmã, padrasto e madrasta da vítima representa, entre 2011 e 2024, 31%, ou seja, cerca de um terço do total.

A líder de Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra Mulheres do Instituto Natura, a antropóloga Beatriz Accioly, desconstrói a ideia de que a violência sexual é um crime cometido por estranhos e foca na realidade de que o perigo, muitas vezes, está dentro de casa. 

“Falar de violência sexual contra crianças e adolescentes exige abandonar um fantasia confortável, a de que a infância está naturalmente protegida pela família. Os dados mostram outra coisa. Mostram que a casa também pode ser lugar de risco e que a proteção depende de adultos, instituições e serviços capazes de perceber o que muitas vezes não aparece como pedido explícito de ajuda”, afirma.

Para ela, o combate à violência sexual passa pela atenção dos profissionais da rede básica de saúde e da educação.

“Uma criança não vai sozinha à delegacia. Isso significa que a nossa linha de frente e porta de entrada para a denúncia não é a Segurança Pública, mas sim a educação e a saúde”, diz.

Faixa etária

O Mapa Nacional da Violência de Gênero aponta que crianças e adolescentes são o segundo grupo etário que mais sofre violência sexual no Brasil, depois de jovens dos 18 aos 29 anos.

Do cruzamento de dados do Sinesp Validador de Dados Estatísticos (VDE), que reúne dados oficiais sobre segurança pública, e a Base Nacional de Boletins de Ocorrência (BNBO), a análise sobre o primeiro trimestre de 2025 contabilizou 8.662 casos de violência sexual, sendo que 2.776 dessas vítimas eram crianças ou adolescentes.

Violência por sexo

19ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, lançado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que no caso específico do estupro de vulnerável, embora mais de 11 mil vítimas do sexo masculino tenham sido registradas ao longo do ano, o número de meninas vítimas desse crime chega quase a 56 mil, em 2024.

Isso significa que, para cada menino vítima de estupro de vulnerável em 2024, houve cinco meninas vitimadas.

Enquanto as meninas de 13 anos são as mais vitimizadas, as duas idades mais recorrentes entre os meninos são os 4 e os 13 anos.

Quando considerada as faixas etárias, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública observa que 33,9% dos casos envolvendo vítimas do sexo feminino ocorreram com meninas entre 10 e 13 anos.

O documento conclui que é possível que os números relacionados a estupros de vulnerável masculino estejam subdimensionados “considerando as barreiras sociais e simbólicas que dificultam a denúncia por meninos e homens” deste tipo de crime.

Disque 100

O Disque 100 (Disque Direitos Humanos), coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), registrou mais de 32.742 violações sexuais contra crianças e adolescentes de janeiro a abril de 2026, um aumento de 49,48% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando houve 21.904 violações sexuais.

As 32,7 mil denúncias são parte do total de 116,8 mil denúncias registradas no Disque 100, no primeiro quadrimestre de 2026.

Como denunciar

Os casos de suspeita ou confirmação de violência sexual contra crianças e adolescentes devem ser denunciados no Disque 100.

O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia e permite atendimento anônimo.

Os casos são analisados individualmente e encaminhados, para o Conselho Tutelar, além de outros órgãos, como Ministério Público, delegacias especializadas e serviços de assistência social.



quinta-feira, 28 de maio de 2026

Polícia Civil incinera cerca de 109 quilos maconha apreendidos em Alto Araguaia e região

Fonte: PJCMT Foto: Reprodução 

A Polícia Civil apreendeu, nesta terça-feira (26.5), cerca de 109 quilos de maconha em uma empresa privada de Alto Araguaia. A droga foi localizada durante ação policial no município e encaminhada para os procedimentos investigativos.

A droga foi apreendida em ações das Forças de Segurança realizadas em Alto Araguaia e municípios da região. A destruição do entorpecente ocorreu conforme os procedimentos legais e protocolos de segurança previstos para esse tipo de operação.

A incineração contou com a participação e fiscalização de representantes do Ministério Público, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Vigilância Sanitária, todos de Alto Araguaia, garantindo a regularidade e transparência do procedimento.

A destruição da droga é o ato final de combate ao tráfico de drogas, integrando os trabalhos contínuos desenvolvidos pela Polícia Civil no enfrentamento e à criminalidade, reforçando o compromisso com a repressão qualificada ao comércio de entorpecentes na região.




Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6x1

Bruno Spada/Agência Câmara

 

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6x1. Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no segundo turno.

O texto segue para votação no Senado.


A PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta ainda garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. As mudanças entrarão em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O texto aprovado hoje foi apresentado pelo relator, Leo Prates (Republicanos-BA), para duas propostas de emenda à Constituição que já tramitavam: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4x3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

Após o fim do primeiro turno de votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Casa deu um passo importante para "uma mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do país desde a Constituição de 1988".

"Assumi esta condução com todo o equilíbrio, responsabilidade e, principalmente, compromisso com os brasileiros. Por isso, já no início do debate, tratei três pilares como inegociáveis para esta Casa e para o governo federal: a redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores", disse Motta. 

"Essa aprovação ficará registrada na história desta legislatura e na trajetória de cada parlamentar, que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos", completou.

Transição

De acordo com o texto aprovado, após 60 dias, a jornada será reduzida de 42 horas semanais para 40 horas. Doze meses após a entrada em vigor das 42 horas, a duração do trabalho será reduzida para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

A transição foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados.

Depois do prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

>> Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6x1:

- escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias); 
- redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)
- jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5x2 (em 14 meses). 

Antes da votação em plenário, o texto foi aprovado na comissão especial que analisou a matéria. Pela manhã, Motta realizou uma sessão protocolar de oito minutos para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial. Dos 38 membros da comissão, 34 votaram a favor e 4, contra. Na sequência, a PEC foi incluída na Ordem do Dia da Câmara, ou seja, na pauta de votações no plenário.

A aprovação da PEC foi comemorada pelos parlamentares da base governista e criticada pela oposição.

“Vamos fazer história mostrando em que lado nós estamos. Nós estamos do lado do povo mais sofrido, das pessoas que mais precisam”, comemorou o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS). 

A deputada Dandara (PT-MG), que trabalhou como caixa de loja de departamento em escala 6x1, recordou a rotina desgastante e afirmou que a redução vai dar tempo para os trabalhadores poderem viver.

“Eu conheço o barulho do busão [sic] lotado às 5h, o café corrido, o uniforme vestido ainda no escuro. Eu conheço o pé inchado de tanto ficar em pé: oito, 10, 12 horas. Eu conheço porque eu vivi. Eu sei que a escala 6x1 não cabe no calendário. Não cabe, porque não é sobre tempo, somente, é sobre a vida”, disse.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) lembrou que a iniciativa é uma pauta de várias centrais sindicais.

“Essa é uma luta que começou há muito tempo. Mas, no Brasil, essa batalha não evoluiu, a cultura escravocrata, a visão colonialista, a visão racista, prevaleceu, mas nós vamos derrubar a escala seis por um. Hoje, aqui, vamos fazer história”, afirmou. 

Durante a sessão, deputados da oposição se posicionaram contra a redução da jornada de trabalho.

O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que a proposta não vai melhorar a vida do trabalhador.

"Eu não vou mentir para o trabalhador dizendo para ele que com a aprovação dessa PEC vai acabar a escala 6x1”, disse. 

O deputado Sérgio Turra (PP-RS) chamou a proposta do governo de eleitoreira. “Estamos tratando do futuro de um país e da dignidade dos trabalhadores", afirmou.

>> Entenda mais pontos da PEC pelo fim da escala 6x1:

.- Jornada de trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, podendo haver compensação e redução de jornada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

- Lei ordinária irá tratar da jornada e descanso de regimes diferenciados, como trabalhadores com seis horas diárias de trabalho.

- Nova regra não se aplica: a quem tem jornada igual ou inferior a 40 horas semanais, a empregados com nível superior e com remuneração mensal igual ou superior a R$ 8.475,55 (equivalente a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS)

- Lei complementar poderá adotar medidas de transição para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

Enem terá inscrição automática para alunos do 3º ano da rede pública

 
Fonte: Agência Brasil Foto: Paulo Pinto

O Ministério da Educação (MEC) anunciou neste mês de maio que os alunos concluintes do ensino médio da rede pública terão inscrição automática no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Portaria nº 422/2026, publicada hoje, prevê a inclusão do exame Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), visando aumentar a participação dos estudantes para uso do Enem no Saeb. 


Inscrição automática

De acordo com o MEC, a inscrição automática já passa a valer para edição 2026 do Enem. O estudantes concluintes, do 3º ano, serão inscritos a partir de dados encaminhados pelas redes de ensino. 

O aluno terá apenas que confirmar a participação no exame e escolher a prova de língua estrangeira que deseja fazer, além de solicitar recursos de acessibilidade se necessários. 

Mais locais de prova

Com a novidade, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, irá aumentar o número de locais de aplicação das provas do Enem em cerca de 10 mil escolas. Estima-se, conforme o ministério, que 80% dos alunos da rede pública façam as provas na própria escola em que estudam.

O ministério informou que já estuda apoio de transporte e deslocamento para aqueles estudantes que precisarem fazer o exame em outras cidades.

Com essas medidas, o MEC espera, pelo menos, que 70% dos concluintes das escolas públicas participem do Enem em 2026, consolidando o exame como parte importante da avalição da educação básica. 


 


quarta-feira, 27 de maio de 2026

Senado aprova MP que estabelece piso de R$ 5.130 para professores

Fonte: Agência Brasil Foto: Bruno Peres

 

O Senado aprovou nesta terça-feira (26) a Medida Provisória (MP) 1.334/2026, que reajusta o piso salarial dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O texto vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida representa um aumento de 5,4% sobre o valor anterior, de R$ 4.867,77, com um ganho real de 1,5 ponto percentual acima da inflação.

A MP foi editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em janeiro, quando as regras entraram em vigor. Pelo texto, o novo cálculo será a soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e 50% da média de crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Segundo o governo, a fórmula anterior teria resultado em recomposição de apenas 0,37% — a nova garante 5,4%.

De acordo com a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), relatora da proposta, a nova regra deve gerar um impacto de R$ 6,4 bilhões em 2026.

A MP também estabelece um teto e um piso para as correções futuras: o reajuste não pode superar a variação da receita nominal do Fundeb entre os dois anos anteriores, nem ser inferior ao INPC.

Terrenos de marinha

A relatora incorporou ao texto um pedido do governo para prorrogar até o fim de 2028 o prazo para a União identificar terrenos de sua propriedade às margens de rios e no litoral.

A proposta consta de outra medida provisória, a MP 1.332/25, que havia estabelecido esse prazo anteriormente. A MP ainda não teve comissão instalada e perderá validade em 1º de junho.

Editada pelo governo em 22 de janeiro, a MP entrou em vigor imediatamente. Para se tornar lei em definitivo, precisava ser aprovada pelo Congresso. O texto passou por uma comissão mista de deputados e senadores, depois pelo Plenário da Câmara e, nesta terça, pelo Plenário do Senado.